quinta-feira, 14 de agosto de 2008

InFormar é finalista de concurso internacional



[SUTIA-C]Projeto do Porto Digital voltado a jovens de baixa renda disputa com outros 19 o prêmio Experiências em Inovação Social

O projeto social InFormar do Porto Digital está entre os 20 finalistas do concurso Experiências em Inovação Social, promovido pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). Depois de se destacar entre os 874 projetos apresentados inicialmente, a expectativa para o resultado final é a melhor possível. “Acreditamos que podemos terminar entre os cinco melhores”, diz a gerente de tecnologia social do Porto, Nazaré Fonseca.
Para ser selecionado entre os 20 finalistas, os projetos tiveram que apresentar um caráter inovador, com condições de aplicação em outras regiões e sustentável. Nesta fase, as sedes das iniciativas serão visitadas por representantes do Cepal, que realizarão inspeções entre os dias 25 de agosto e 26 de setembro. A partir das visitas serão selecionados os cinco projetos vencedores, que poderão participar da Feira de Inovação e da cerimônia de premiação, em Medellín, na Colômbia, em novembro.

O projeto pernambucano – que no ano passado ganhou o prêmio da Fundação Banco do Brasil na categoria Tecnologia social – capacitou 140 jovens a trabalhar com vídeo, foto, construção de site e suporte de informática. No fim, foram formadas duas agências de prestação de serviço: InFormar Peixinhos e InFormar Pilar, localizadas, respectivamente, no Nascedouro de Peixinhos, em Olinda, e no Bairro do Recife. Concorrem com o InFormar projetos da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Cuba e Equador.

O Experiências em Inovação Social foi criado em 2004 e busca identificar novas iniciativas de desenvolvimento social, com o objetivo de divulgá-las e de contribuir com as práticas e políticas realizadas em prol de comunidades de baixa renda. A premiação varia de US$ 30 mil (1º lugar) a US$ 5 mil (5º colocado). (M.A.)

Fazer game não é brincadeira


Faltam profissionais capacitados para trabalhar com games em Pernambuco. Esse é o diagnóstico da recém-reestruturada Associação Internacional de Desenvolvedores de Games do Recife (IGDA) sobre o mercado local. Em uma cidade considerada pólo de tecnologia da informação e que sedia cerca de dez empresas desenvolvedoras de jogos eletrônicos, o recado dos profissionais para quem está começando é um só: estude!
O ex-sócio da Playlore, que agora está no Canadá trabalhando para a Electronic Arts, Chedwick Montoril, diz que, antes de tudo, é preciso que os jovens tenham consciência do mercado. “Não dá para achar que fazer games é contar historinhas. Como em toda profissão, há diretrizes rígidas que limitam a capacidade criativa da produção”, disse. Ched alerta, ainda, que para trabalhar na área é preciso ter vasto conhecimento cultural e uma visão globalizada. “Embora seja uma área bastante segmentada, é importante conhecer todo processo produtivo e ter background para criar com facilidade”, explicou.

Em uma estrutura macro, pode-se dizer que os profissionais de games se dividem nas seguintes funções: arte, programação, game designer e gerência. Cada um desses setores precisa de conhecimentos específicos, mas todos exigem aperfeiçoamento profissional, bom nível de inglês, estudo e dedicação. “Não podemos conceber que alguém que queira trabalhar com games não domine a língua inglesa. Ele poderia até desenvolver, no entanto seria mais difícil, pois toda a bibliografia voltada para a área é nesse idioma”, diz o sócio-fundador da I2 Tecnologia, Felipe Andrade.

Segundo os profissionais, outro ponto importante é aprender a enxergar o mercado. “Não dá para achar que, em Pernambuco, vamos construir games de última geração para competir com os títulos mundiais, como o Fifa soccer”, explica o dono da Playlore, Gustavo Galvão. As empresas pernambucanas, em geral, desenvolvem jogos casuais para celulares, ou terceirizam partes do processo produtivo do game. No caso da Playlore, a arte.

A exceção no Estado é a Preloud, que produz games inteiros de simulação, geralmente voltados para o público infantil. “Produzimos para a Europa, principalmente para a Alemanha. Como todos, gostaríamos de vender para o mercado nacional, mas não dá”, admite o sócio da Preloud, Bruce Souza. Para ele, o maior problema de produzir para o Brasil é a pirataria. Segundo os profissionais da área, apenas uma empresa brasileira – a Hoplon, sediada em Florianopólis – desenvolve games inteiros para PCs e consoles em âmbito mundial e de última geração.

E é justamente para ajudar o mercado de jogos eletrônicos de Pernambuco a se estruturar, que a IGDA organiza palestras e encontros. A intenção é orientar aqueles que aspiram trabalhar com desenvolvimento de games.

Chedwick Montoril, que também foi um dos idealizadores da volta da instituição, afirma que a idéia é evitar que o ecossistema local de games acabe. “Tememos o momento em que não seja possível o surgimento de novas empresas, devido à falta de profissionais. Muita gente está indo para fora rápido e não vejo profissionais capacitados em quantidade suficiente para suprir as lacunas”, adverte.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

O controle, nas suas mãos



Aumentar o volume e selecionar músicas no iPod ou no iPhone estão longe de serem tarefas difíceis. Mesmo assim, o designer Victor Soto achou que poderia simplificar os comandos — e torná-los mais estilosos, claro — transformando um anel em controle remoto. Sensível ao toque, o iRing aumenta e diminui o volume quando o usuário desliza o dedo sobre sua superfície (olha aí a foto ao lado). A pausa pode ser dada ao clicar sobre a maçã e a troca de músicas é feita com os botões “invisíveis” ao lado do ícone da Apple.

O acessório precisa ser carregado e a duração da bateria é de duas horas dois dias — mas tudo isso só no projeto, porque o iRing ainda não está disponível. Também na teoria, a transmissão dos comandos é feita via tecnologia Bluetooth. Você acha que o iRing merece chegar às lojas ou deve ficar só no papel mesmo?

'Pele eletrônica' dá tato às mãos de robôs

Cientistas japoneses apresentaram o tecido, que tem nanotubos de carbono.
Com essa 'pele', máquinas podem identificar o calor e a pressão dos objetos.

Pesquisador Tsuyoshi Sekitani mostra tecido que poderá ser usado em mãos robóticas, como a da foto.

Pesquisadores da Universidade de Tóquio, no Japão, desenvolveram uma “pele robótica”. A novidade, chamada de e-skin, contém nanotubos de carbono e permitirá que robôs identifiquem o calor e pressão dos objetos, como fazem os humanos. Segundo os especialistas envolvidos no projeto, o material vence limitações dos metais (que conduzem eletricidade, mas não esticam) e da borracha (que não conduz eletricidade de maneira eficiente). Não há previsão para uso comercial da novidade.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Bancos vão financiar conversores para TV digital



Em lançamento de modelo 'popular', ministro Hélio Costa anunciou facilidade de compra.
Aparelho vendido por R$ 199 estará disponível em SP, Rio e BH em duas semanas.

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, anunciou nesta terça-feira (15) um acordo fechado com o Banco do Brasil e o Banco Postal, dos Correios, para que essas instituições financiem a compra de conversores para TV digital. O financiamento em até 48 vezes estará disponível até o final de agosto, de acordo com o ministro.

A facilitação da compra será oferecida a qualquer consumidor -- não só os de baixa renda -- e poderá ser usada na aquisição de qualquer conversor digital para aparelhos de televisão. “Estamos criando novas oportunidades para a popularização da TV digital”, disse Costa.

Modelo XPS-1000 vai custar R$ 299; versão mais simples sairá por R$ 199.

O anúncio foi feito em São Paulo, durante apresentação dos conversores da empresa Proview, de Taiwan, classificados como "populares" por Hélio Costa. Os aparelhos são fabricados em Manaus. O mais barato -- e mais simples deles -- vai custar R$ 199.

O modelo XPS-1000 chegará por R$ 299, a partir da próxima semana, às lojas das cidades onde o sinal digital já é transmitido: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Além de sintonizar os canais digitais, o aparelho oferece acesso à internet. Com cabo de conexão, é possível navegar na rede usando a tela da TV.



Se quiser mais conforto, é possível conectar teclado ou mouse ao conversor, que tem uma porta USB. O modelo também conta com saídas para conexão HDMI 1080i, vídeo componente 1080i, vídeo composto, áudio coaxial 5.1 e áudio óptico. Ele pode ser usado com qualquer modelo de TV: LCD, plasma ou tubo.

Uma versão intermediária, a XPS-500, com preço sugerido de R$ 249, terá todas as funcionalidades do XPS-1000, com exceção da capacidade de navegação na web. Mais simples, o XPS-300 vai custar R$ 199. Esses dois modelos chegarão às lojas em 15 dias.

Formato de peteca inspira criação de câmera digital voadora



Projeto desenvolvido por designer turco não tem data de lançamento.
Fotos tiradas no ar poderiam ser enviadas para celular via tecnologia Bluetooth.

Câmera pode ser programada para tirar fotos quando jogada. (Foto: Divulgação )Seu álbum de fotos do Orkut pode ficar bem mais divertido se a câmera digital Flee, criada pelo designer turco Hakan Bogazpinar, deixar de ser somente um projeto e chegar às lojas. Com estrutura inspirada na de uma peteca, esse produto conceitual permite que a câmera digital “voe”, tirando fotos de um ângulo pouco usual.



De acordo com o projeto, a câmera seria programada para registrar imagens cada vez que fosse jogada para cima ou para os lados. A tecnologia Bluetooth enviaria então essas fotos a um telefone celular, para o usuário ver imediatamente o resultado na tela de seu aparelho. Ainda não há previsão de lançamento ou preço dessa novidade.

Empresas de TI apostam no interior



Sertão e Agreste são o foco da modernização capitaneada pelo Sebrae

Sempre olhando para o mar, as empresas que compõem o parque de tecnologia do Recife apontam que podem dar meia-volta e dirigir sua atenção também para o interior. Na última quinta-feira, o Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae), em conjunto com as associações que representam os desenvolvedores de software locais, como Softex, Assespro, Seprope e Porto Digital, lançaram um programa de certificação e inteligência mercadológica voltado para o setor, mas visando a venda para o mercado interno, especialmente para as empresas que compõem os arranjos produtivos locais (APLs) de fruticultura irrigada, gesso e confecções. O programa é fruto de uma pesquisa que identificou o baixo grau de informatização das APLs, divulgado em primeira mão na reportagem especial TI na indústria, publicada em junho neste JC.

De acordo com a diretora de tecnologia do Sebrae, Cecília Wanderley, a intenção é fortalecer a competitividade do arranjo de TI para que ele tenha musculatura e venda, com a ajuda e intermédio do próprio Sebrae, para as empresas localizadas no Agreste e Sertão do Estado, bem como para os empreendimentos que seguirão com a implantação do pólo petroquímico e o estaleiro, ambos em Suape. “Queremos fortalecer as empresas de TI para que elas consigam vender para as outras APLs e assim, com tecnologia, alavancar os negócios dos outros arranjos”, conta.

No projeto, estão previstos cursos de gestão empresarial e empreendedorismo, além do subsídio de certificação e uma incubadora de empresas. “Vamos trabalhar a melhoria da qualidade dos softwares através da certificação da mão-de-obra, principalmente a gestão”, diz Cecília. O orçamento do projeto é de R$ 2 milhões, divididos entre o Sebrae e as instituições parceiras. Apesar do lançamento recente, a primeira turma do curso de qualidade no processo produtivo, com 25 empresas participantes, já foi concluída. O programa, com duração de 12 meses, oferecerá 16 cursos, com 43 turmas.